Moçambique:
Alferes Mil.º de Artilharia Luís Oeiras Fernandes


Nota de óbito:
Faleceu,
no dia 18 de Agosto de 2015, em Vila Real de Santo António, o veterano
Luís Oeiras Fernandes
Alferes Mil.º de
Artilharia
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia Ligeira 5 (Penafiel) para servir na província ultramarina
portuguesa de Moçambique integrado na Companhia de Artilharia 2369 do
Batalhão de Artilharia 2846 «FORTES E CORAJOSOS», no período de 1968 a
1970.
Que a sua Alma descanse em Paz.
Informação do seu camarada e amigo
Luís Pinto Coelho, Alferes Mil.º
Sapador de Infantaria do BCac18
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Informação, texto e
homenagem do seu camarada e amigo
Luís
Pinto Coelho
ex- Alferes Mil.º Sapador de
Infantaria do B.Caç 18, adido à C. Eng 2393
Sítio remodelado, em
26Dez2009, com a colaboração de um
Veterano
Luís
Oeiras Fernandes
(Luís
Manuel do Carmo Oeiras Fernandes)
ex- Alferes Mil.º de Artilharia
Companhia de Artilharia 2369 /
Batalhão de Artilharia 2846 (Moçambique 1968/1970)

Cruz de Guerra
3.a CLASSE
Alferes
Miliciano
de
Artilharia
LUÍS MANUEL DO CARMO OEIRAS FERNANDES
CArt 2369/BArt 2846 - RAL 5 -
MOÇAMBIQUE
Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 6 - 2.ª série, de 1970,
por Portaria de 03 de Março de 1970:

Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio
de 1946, por serviços prestados
em acções de combate na Província de Moçambique, o
Alferes Miliciano, Luís Manuel do Carmo Oeiras
Fernandes, da Companhia de Artilharia n.º2369 / Batalhão
de Artilharia n.º 2846 - Regimento de Artilharia Ligeira
n.º 5.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.° 84, de 15 de Novembro de 1969, do
QG/RMM):
Que, por seu despacho
de 15Out69, louvou o Alferes Miliciano de
Artilharia, Luís Manuel do Carmo Oeiras Fernandes, da
CArt 2369/ BArt 2846 - RAL 5, porque, tendo tomado parte
na quase totalidade das operações da sua Companhia, que
durante mais de um ano actuou no Norte de Moçambique,
demonstrou raras e excepcionais qualidades como condutor
de homens, grande competência, coragem física e moral,
sangue-frio e serena energia debaixo de fogo em todas as
situações de combate.
No comando da Companhia, durante longos períodos, desempenhou
cabalmente essa missão, quer no aspecto administrativo,
quer nas
acções de combate, sendo exemplar a forma como planeou
as operações e, no decorrer delas, conduziu os seus
homens.
Cumulativamente com essas funções, ofereceu-se para o comando do
seu Grupo de Combate quando este desempenhava uma missão
que envolvia riscos, procedimento que muito contribuiu
para obter a estima e a consideração dos seus homens,
que o seguem cegamente e sem vacilar.
Distinguindo-se em várias
operações, tais como "Ave 1", "Ave 2" e "Cavilha 2",
assinala-se a forma como planeou e conduziu a primeira,
merecendo que o relatório respectivo fosse difundido,
sob a forma de circular, a todas as Unidades do seu
sector.
É ainda de pôr em destaque a
forma como se comportou quando as forças que comandava
sofreram uma fortíssima emboscada. Conseguindo que o
pessoal reagisse imediatamente e com a maior
agressividade, provocou a debandada do poderoso e
numericamente superior grupo inimigo fortemente armado,
que inicialmente conseguira vantagens. Embora ferido,
continuou no comando da sua tropa, mantendo-se no local
da emboscada até à chegada de reforços e, sem perder a
calma, dispôs os seus homens para a eventualidade de
nova investida e providenciou pelo tratamento dos
feridos, procurando manter o moral do pessoal, que a
acção do adversário abalara.