Carlos Tomé


Nasceu em Ponta Delgada, Ilha de São
Miguel, Açores.
Serviu em Angola, entre Mai1973 e Jan1975, como alferes
miliciano de operações especiais, colocado na 2.ª Companhia
do Batalhão de Cavalaria 8322/72 «À CARGA».
Jornalista desde 1969, tendo iniciado sua
carreira no “Diário dos Açores".
Foi dirigente nacional do Sindicato dos
Jornalistas, cargo para que foi eleito após o seu
regresso da guerra colonial portuguesa.
Foi Director de Informação da RTP.
Ganhou, em 1989, a primeira edição do
"Prémio Açores" de reportagem, com um trabalho sobre a
colonização açoriana do Rio Grande do Sul.
É, desde Setembro de 2007, assessor para
a Comunicação Social do Presidente do Governo Regional
dos Açores. Publicou A noite dos prodígios e outras
histórias (2002),contos, Morreremos amanhã, romance, e
Solidão, conto, na antologia Contos de algibeira (Casa
Verde, Brasil), 2007.
Fonte:
http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/comunidades/?Estava-deserta-a-Rua-Cidade-de-Porto-Alegre-CARLOS-TOME.rtp&post=13694
"Morreremos
Amanhã"
Título:
Morreremos amanhã / Carlos Tomé
Edição:
1.ª ed
Publicação:
[S.l.] : 2007
Descrição
física: 167 p. ; 22 cm
ISBN:
ISBN 978-989-95453-0-4
N.º do Depósito
Legal: PT 260508/07
CDU:
869.0-94 Tomé, Carlos
Cota:
0-8-363 BMC 566999
Aquisição:
Livraria "SolMar":
http://livrariasolmar.blogspot.com/2007/06/j-venda-na-solmar.html
Contacto da livraria
"SolMar":
livraria@livrariasolmar.pt
“Cheguei a Angola com
uma ideia errada do que acontece em combate. Embora
soubesse que ia entrar numa guerra, pensava ter treinado
o suficiente para enfrentar situações difíceis e, com um
pouco de sorte, sair delas com vida. Mas não há um
simulador para o medo. Nem treino para a estupefacção ao
som de uma rajada.
De um momento para o
outro somos invadidos, brutalmente, pela certeza de que
alguém nos quer matar.”
Fonte:
http://comunicacaosocialecultura.blogspot.com/2007/08/morreremos-amanh-um-livro-do-jornalista.html
Morremos
Amanhã, é uma obra do jornalista e
escritor açoriano Carlos Tomé.
É mais uma sugestão de leitura que deixo às alminhas que
aparecem neste blog.
Este livro foi-me apresentando por uma cliente minha, a
D. Maria Rita (uma senhora de uma cultura invejável) e,
depois do pequeno resumo que ela me fez, procurei o
livro e comprei-o.
Valeu cada cêntimo!
Morremos Amanhã, de Carlos Tomé, é dedicado,
como o próprio escritor diz "a quantos se viram em
África, perdidos de si próprios, de armas nas mãos. "Resumindo:
relata a vida na guerra do Ultramar e as cicatrizes
físicas e, acima de tudo, psicológicas, que os soldados
trouxeram.
Na apresentação do livro, Daniel de Sá diz "Quando
acaba a guerra? Quando morre o último soldado ou quando
é assinado o tratado de paz? ... Quando saram as
derradeiras feridas ou quando os cegos se adaptam à
escuridão e os amputados às próteses? ... Quando se
esquece o amigo que se viu morrer ou quando vai a
enterrar a mãe que o terá amamentado? ... Quando,
finalmente, se cumpre um desejo do irmão de armas que
não voltou? ... Ou quando falecem todos os antigos
combatentes?
Este romance de Carlos Tomé é a história da
guerra depois da guerra. A que continua na
memória dos sobreviventes. Que às vezes têm de suportar
uma estranha espécie de remorso por estarem vivos. Com o
espírito atormentado depois da tortura dos combates. Um
romance escrito numa linguagem que insinua o drama sem
insistir nele. Serena e fluída. Bela e límpida.
Um hino à paz e um hosana à Língua Portuguesa."
Morremos Amanhã é uma prova de que a literatura
portuguesa, em geral, e a literatura açoriana, em
particular, está viva e em bom estado.
Paula Patrício
Fonte:
http://som_das_letras.blogs.sapo.pt/8067.html