Elementos cedidos
pelo veterano JC Abreu dos Santos
António
Gomes Lopes
António Luís da Costa Gomes Lopes,
nasceu a 02Mar1942 em Lisboa.
- em Jan1964 incorporado como
soldado-cadete na EPI-Mafra, onde
inicia o curso de oficiais
milicianos;
- em 31Ago1964 promovido a
aspirante-a-oficial miliciano de
infantaria, com especialização NATO
em reconhecimento e informação;
- desde Set1964 mantém-se na EPI,
onde exerce funções de adjunto do
instrutor de tiro, e de adjunto do
comando de batalhão;
-
em 26Dez1964 toma conhecimento de
ter sido nomeado para servir
Portugal no Ultramar, em regime de
rendição individual, devendo
apresentar-se no CIOE-Lamego;
- em 01Jan1965 inicia o curso de
operações especiais, concluído em
fins de Mar1965 com aproveitamento;
- em 22Abr1965 promovido a alferes
miliciano, embarca em Lisboa no NTT
'Infante Dom Henrique' com destino a
Moçambique;

- em 08Mai1965 desembarca em
Lourenço Marques e fica colocado no
QG/RMM, como oficial adjunto da 2ª
Repartição (Informações).
- no início de Nov1966 apresenta-se
ao novo chefe da 2ªRep/QG-RMM, TCor
CEM
Pedro Alexandre Gomes Cardoso;
- em Mar1967, concluído o trabalho
que lhe havia sido determinado pela
chefia, emite o ‘Supintrep’
epigrafado "Evolução Histórica do
Pan-Africanismo, aparecimento e
desenvolvimento dos partidos
emancipalistas de Moçambique";

- em 07Mai1967 regressa por via
aérea à Metrópole, apresenta-se na
EPI e seguidamente enviado para o
DGA-Ajuda;
- em 24Mai1967, tendo entretanto
aceite convite do director-geral da
PIDE para ingressar nos quadros da
corporação, fica temporariamente
colocado no BC5-Campolide;
- em 15Jun1967 considerado na
situação de disponibilidade militar;
- no dia seguinte empossado na sede
dos serviços centrais da PIDE, no
cargo de subinspector,
destinado a suprir vaga na delegação
de Moçambique (dirigida por António
Fernandes Vaz);
- em 01Dez1967 promovido a tenente
miliciano na disponibilidade;
- em 12Jun1971 empossado no cargo de
inspector da delegação da DGS em
Moçambique;
- pouco após 25Abr1974 sai de
Lourenço Marques para a vizinha
República da África do Sul;
- em 20Jan1980 regressa a Lisboa;
- em 23Mar1980 reintegrado na função
pública e colocado no quadro geral
de adidos;
- desde 1983 na situação de
aposentação.
O livro:
"Moçambique Guerra Secreta,
1965-1974"

título: "MOÇAMBIQUE Guerra Secreta
1965-1974"
autor: António Gomes Lopes
*
editor: (O Autor)
1ªed. Lisboa, Abr2017
190 págs (ilustrado)
21x15cm
pvp: 15 € (+ portes) *
dep.leg: PT-431939/17
ISBN: 989-20-7790-1
Da
contracapa:
- «O Autor presta um bom serviço a
todos que procuram desvendar um
conjunto de explicações, sobre
alguns assuntos da guerra em
Moçambique que sempre levantaram
dúvidas, sobre o comportamento das
nossas forças de segurança.
Fornece informações organizadas e
completas, sobre casos fundamentais
da estratégia nacional e
disponibiliza-as com a competência e
autoridade, de quem conheça os
factos na sua totalidade.
Em guerrilha a informação é a arma
fundamental - mas a informação é
secreta e inacessível para a
generalidade da população e
nomeadamente quando a maioria se
encontra a 2 mil kms do
teatro-de-operações e onde a
presença da contra-informação é
notória."
Nestas situações, o importante é
perceber toda a dimensão do
conflito, mas para isso, para a
coesão da população, não pode haver
demasiados aspectos secretos e
considero este o maior dilema que
entravou a solução.
Este livro mostra o que tanto
portugueses europeus, asiáticos,
africanos e árabes, tiveram um
comportamento básico comum. Eles
estavam na guerra por amor a
Portugal e a preocupação era com o
País: produzir e poupar. Não os
movia a política, não procuravam o
enriquecimento rápido, era o futuro
deles e dos seus filhos que estavam
em causa.
Este é também um desmentido
verdadeiro, de que Portugal nunca
quis negociar: desde Goa que se
procuraram soluções alternativas. É
um desmontar da "narrativa" que se
construiu [...], feita por quem
esteve com competência,
presencialmente, a acompanhar os
factos mais quentes da guerra
secreta.»
(Prof. Dr. Eugénio do Canto Brandão)
Sinopse:
- «As acções de
desestabilização da República
Popular da China para a África
Central, Oriental e Austral,
desenvolveram-se a partir de duas
posições âncora, Dar-es-Salaam e
Brazzaville, traduzindo-se no
recrutamento de africanos sob a
alegação de lhes proporcionar
estudos mas, na verdade,
doutriná-los e instruir em técnicas
de subversão civil e militar, tudo
com o propósito de melhor controlar
o auxílio que vinha prestando aos
grupos emancipalistas, através do
fornecimento de dinheiro, armas e
doutrinação, bem como em outros
países africanos.»
Prefácio
(excertos):
- «É uma época de
excluídos. Entre estes, Portugal,
África do Sul, Rodésia, Formosa e
até certo ponto Israel. Era o
chamado "outcasts club", onde
nasceram laços de colaboração que em
muito contribuíram para o esforço de
guerra em Moçambique, embora para lá
da sobrevivência, houvesse
motivações diferentes. Rodésia e a
República da África do Sul, viram-se
obrigadas a criar áreas-tampão e se
nós carecíamos de meios, por outro
lado Moçambique e Angola, Estados a
partir de 1972, eram os únicos que
tinham uma verdadeira Metrópole.
[...] Na realidade, não seríamos
derrotados militarmente em
Moçambique. Fica claro que se trata
apenas de descrever o que aí se
passava, sem a preocupação de
alargar o trabalho a outros
teatros-de-operações. De ressaltar,
ainda, as passagens que atestam o
trabalho da PIDE/DGS enquanto
serviço de informação auxiliar das
Forças Armadas. [...] Foi
extraordinário o trabalho
desenvolvido, pelo autor e demais
equipas da DGS, sem nunca fazer
alarde das suas realizações, sempre
dependentes em larga escala de
sacrifícios individuais.»
(Pedro Mesquitela)
* aquisição
(contactos dos filhos do autor):
-
https://www.facebook.com/alexandre.lopes.5667
-
https://www.facebook.com/Naxxan
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Apresentação do livro:
Apresentação pública da obra, em
Lisboa, pelas 18H30 de 5ª feira, dia
19 de Outubro de 2017, na Sociedade
Histórica da Independência de
Portugal (SHIP - Palácio da
Independência, Largo de São
Domingos)