Trabalhos, textos sobre a Guerra do
Ultramar ou livros
Elementos cedidos por um
colaborador do
portal UTW

António Vasconcelos
Raposo
Nasceu em Ponta Delgada, São Miguel,
Açores, e é licenciado em Educação Física e Desporto com
Mestrado em Treino de Alto Rendimento em Natação.
Toma contacto com os Fuzileiros aos
dezasseis anos, por altura da passagem do DFE 8 do
Comandante Pereira Bastos por São Miguel em viagem de
instrução. Em Fevereiro de 1972 ingressa na Marinha, e
em Maio do mesmo ano inicia o curso para Fuzileiro
Especial realizado na Escola de Fuzileiros em Vale de
Zebro.
Esteve na guerra em Angola como quarto oficial do
Destacamento de Fuzileiros Especiais N.º 2 (DFE 2).
É autor de vários livros na área da Metodologia do
Treino Desportivo editados em Portugal e em Espanha.
É colaborador na coluna de opinião do
jornal A Bola.
O livro:
"Fuzileiros
Especiais prontos para o combate"

título: "Fuzileiros Especiais prontos
para o combate"
autor: António Vasconcelos Raposo
editor: Âncora
1ªed. Lisboa, Jul2013
268 págs (ilustrado)
22,5x14,3cm
pvp: 18 €
ISBN: 972-780-408-5
Apresentação:
Ao longo dos anos que durou a Guerra do
Ultramar, foram milhares os que fizeram parte dos
Destacamentos de Fuzileiros Especiais.
Esta obra dá a conhecer como foi organizada a vida de
uma das mais importantes tropas de elite das Forças
Armadas Portuguesas, através das experiências do
Destacamento de Fuzileiros Especiais nº 2, sediado no
Posto de Marinha do rio Lungué-Bungo, em Angola.
Trata-se de um livro de memórias, com o subtítulo
esclarecedor – "O DFE2 - Angola 1973-75" –, relativo ao
período em que o autor, o Prof. António Vasconcelos
Raposo, prestou serviço militar nos Fuzileiros, de
Fevereiro de 1972 a Abril de 1975.
Grande parte do período em que o autor prestou serviço
militar, decorreu enquanto integrado no Destacamento de
Fuzileiros Especiais nº 2, unidade constituída em fins
de 1972 e que embarcou para comissão em Angola em Março
do ano seguinte, regressando à Metrópole em Fevereiro de
1975 e sendo pouco depois desmobilizado.
Em Angola o DFE 2 esteve sedeado na margem direita do
rio Lungué-Bungo, no saliente do Cazombo, até princípios
de Agosto de 1974, deslocando-se então para Luanda e
pouco depois para São Tomé e Príncipe, onde permaneceu
cerca de três meses, até Novembro, regressando de novo a
Luanda, com uma passagem por Cabinda.
Através de uma escrita interessante e apelativa, o autor
recorda a preparação dos combatentes, intensa e cuidada,
na Escola de Fuzileiros, uma actividade operacional
muito diversificada, o dia-a-dia no quartel e o lazer do
pessoal, bem como os contactos com a população nativa. A
Frente Leste de Angola e as suas particularidades
geográficas e político-militares são-nos indicadas, não
sem algum azedume face a um quartel-general distante
que, talvez por desconhecimento, empregava
frequentemente uma unidade de elite em missões para as
quais esta não tinha sido concebida.
Prefácio (excerto):
- «Por mim, direi que ser membro de um DFE
significava ser parte de um conjunto de 80 homens, todos
capazes e disponíveis, disciplinados e conscientes, a
acatar as ordens dos superiores e a cumprir a sua
missão. Caminhavam em silêncio, a distâncias
consideráveis uns dos outros, mas sem perder de vista o
homem da frente. Comunicavam por sons quase inaudíveis e
por gestos lentos, mas significativos. Dormiam e comiam
sozinhos, ou em pequenos grupos, separados uns dos
outros, consoante os meios envolvidos e as armas por que
eram responsáveis. Não deixavam rastos quando possível,
ou restos da sua presença. Não andavam em trilhos. Tão
importante era quem ia na frente ou quem seguia em
último.
Em síntese, trata-se de um livro que nos relata a
experiência vivida de quem lá esteve, que à geração que
fez a guerra de África recorda as suas próprias
memórias, e que aos mais novos dá pistas honestas e
verdadeiras para perceberem aqueles tempos passados, que
hoje já são História.»
(José Luís Gonçalves Cardoso, CAlm ref)